Imagem de grafmex por Pixabay

 

O CAFÉ-Uma viagem longínqua... com trajetos inesperados..

 

A Etiópia é reconhecida como o país ideal, com todas as condições para a produção de café, dali parece também ter partido a conquista da Europa há mais de mil anos.

 

Os países na região equatorial oferecem as melhores condições para o desenvolvimento da planta do café; dia e noite um clima ameno, sem grandes diferenças de temperatura, com sombra e precipitação ao gosto da planta, que pode atingir até 3,5 metros de altura.

 

Arábica ou Robusta? Não lhes diz muito pois não?

Na maioria dos casos é a combinação destes dois tipos de planta que dá origem à mistura ideal para um café saboroso de sabor perfeito!

 

As características do terreno, clima, humidade influenciam como em tudo o que a natureza nos dá, os aromas finais da planta do café, e são muito mais complexos que outra bebida já de si muito complexa; o vinho.

 

A planta do grão arábica prefere a altura a partir de 900 metros onde se desenvolve lentamente dando tempo ao grão para reforçar o que será o aroma final; quanto à planta robusta dá azo ao nome, e por isso mesmo não é tão sensível às alterações de temperatura e mais resistente contra parasitas, por essa razão é plantada em maior escala, o Brasil e o Vietname são os principais  produtores desta qualidade.

 

O grão Robusta tem o dobro da cafeína da Arábica e por essa razão é muito usado no café português, pela sua intensidade de aromas e qualidade de espuma que os consumidores lusos tanto apreciam; o Arábica por seu lado é caracterizado por ser mais frutado e por uma ligeira acidez que lhe confere o sabor complexo.

 

E depois temos as especialidades, ainda mais sofisticadas de aromas, como o café “Kopi Luwak”, do qual o preço de um quilo no mercado pode chegar aos 1000 Euros!

 

Retirados das fezes de um gato originário da Indonésia, que teve a amabilidade de ingerir o grão, o café passa no intestino do felino, por um processo de fermentação, que lhe dá depois um aroma mais complicado e macio. Pode não passar de uma jogada de marketing, mas a viagem do grão pelas entranhas do gato torna-o uma delicadeza não ao alcance de todas as bolsas.

 

Marketing ou não outro café só para alguns é a marca “Black Ivory”, considerado o segundo café mais caro do mundo, neste caso é a boca e os intestinos de elefantes na Tailândia, que ingerem os grãos de café, produzidos a 1,500 metros de altura, neste caso as enzimas intestinais dos elefantes dão origem a uma nota de chocolate ao produto final, o café.

 

Nesta relação de preços, mais ou menos inflacionados porque é tudo uma questão de prioridades, encontramos também o “Jamaica Blue Mountain” que cresce lentamente envolto em nevoeiro nas montanhas do mesmo nome mas acima de 1.800 metros, ou o café originário da Ilha de Santa Helena com o preço por quilo de 150 Euros, o qual, segundo consta seria o predileto de Napoleão Bonaparte.

 

Uma especialidade de salientar também é o “Malabar Monsooned Aspinwall”, cujos grãos depois da recolha são expostos durante cinco dias às chuvas de monção e depois mais sete semanas expostos ao vento para secar...

 

Nesta viagem longínqua ficamos pelo café ao lado, onde tomamos a nossa bica, porque no fim de tudo é o que queremos, com dois dedos de conversa e por um preço acessível...

Le chef

(MyFoodStreet 2019-visita a página)

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