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OS HOMENS TAMBÉM CHORAM

As lágrimas que aprenderam a esconder-se

Durante muito tempo disseram por aí que chorar era sinal de fraqueza, mas de lágrimas escondidas se vai vivendo.

Ensinaram os homens a apertar os dentes, a suportar em silêncio, a esconder a dor atrás de um rosto firme. Como se a coragem estivesse na ausência de lágrimas e não na capacidade de sentir.

Acreditando, aprendemos a guardar tristezas, medos e desilusões em compartimentos fechados da alma, onde ninguém pudesse vê-los…, mas a dor não desaparece só porque é escondida.


O peso do silêncio

Há homens que choram por dentro durante anos, choram pelas perdas que nunca confessaram, pelos sonhos que não conseguiram alcançar, pelas despedidas que chegaram cedo demais e pelas palavras que ficaram presas na garganta.

São lágrimas invisíveis que não caem dos olhos, mas caem sobre o coração. E, muitas vezes, tornam-se um peso difícil de carregar sozinho.


A coragem de sentir

Talvez tenha chegado o momento de compreender que a sensibilidade não diminui ninguém, antes pelo contrário. É preciso coragem para admitir fragilidades. É preciso força para reconhecer que algo nos magoou. É preciso maturidade para aceitar que somos humanos antes de sermos qualquer outra coisa.

As lágrimas não são um sinal de derrota, mas um sinal de vida. Porque apenas chora quem sente.

E apenas sente verdadeiramente quem teve coragem de amar, de acreditar e de se entregar à experiência de viver.


A humanidade não tem género

As lágrimas pertencem a todos, a mim e a ti… fazem parte de nós e ainda bem. E está bem assim… não vamos mudar nada…

Porque as lágrimas não enfraquecem a alma. Muitas vezes, são elas que a limpam, aliviam e permitem continuar o caminho… lavam a alma…

E talvez a maior força não esteja em esconder o sofrimento, mas em olhar para ele de frente e permitir que uma lágrima diga aquilo que as palavras nunca conseguiram explicar. by pedro de melo, 2026

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O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo

“O Fio da Navalha” é um reencontro com a escrita. Um espaço sem regras rígidas, onde as palavras surgem cruas, espontâneas e livres de máscaras. Não é diário, manifesto ou literatura: é simplesmente um lugar onde escrever significa viver, mudar e, se necessário, reescrever.

Aqui, os textos não são definitivos. Hoje dizem uma coisa, amanhã podem dizer outra, porque quem escreve também muda. Não interessam lugares, horas ou coordenadas. Interessa o momento e aquilo que merece ser dito.

Os temas serão pessoais: dúvidas, alegrias, dores, memórias, provocações e devaneios. Sempre na primeira pessoa, porque esconder o autor atrás de personagens deixou de fazer sentido.

Podes pegar neles, adpatar e reenviar, será publicada a tua versão... até que alguém se lembre de pegar nela e alterar. É um jogo talvez. 

Escrever no fio da navalha é cortar o medo. É expor pensamentos sem maquilhagem, aceitar contradições e avançar sem rede.

Voltei à escrita. Sem desculpas, sem moldes e sem medo.

 

lamina

crónicas distantes, sem tempo, sem nexo, para usares e abusares... copia, altera, faz tuas as palavras...
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