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O RESET DA VIDA... NUM RECOMEÇO

Quando tudo precisa de recomeçar

Há momentos em que a vida se enche de demasiados ruídos. Acumulam-se preocupações, desilusões, rotinas e cansaços. Os dias sucedem-se quase por inércia, como se estivéssemos a caminhar sem realmente saber para onde vamos. Sem destino…

E então surge um pensamento silencioso: recomeçar tudo do zero, não outra vez porque os recomeços nunca são iguais.

Não para apagar o passado, não para fingir que nada aconteceu, mas para recuperar a clareza que se perdeu pelo caminho.


Desligar para voltar a ouvir

Desligar e reiniciar, também nós chegamos a um ponto em que a alma pede pausa. Silêncio. E distância de certas pessoas, de alguns problemas e, sobretudo, das vozes interiores que repetem medos antigos.

O reset da vida não acontece quando mudamos de lugar. Acontece quando mudamos de olhar.

Quando deixamos de carregar pesos que já não nos pertencem e começamos a distinguir o essencial do acessório.


A coragem de recomeçar

Muitas pessoas confundem recomeçar com fracassar, mas recomeçar é, muitas vezes, um ato de sabedoria.

É reconhecer que um caminho deixou de fazer sentido, que certos hábitos precisam de partir, que algumas feridas exigem cura antes de qualquer avanço.


Recomeçar não apaga a história, mas transforma-a em aprendizagem, porque cada erro, cada queda e cada desilusão transportam lições que nos ajudam a construir versões mais conscientes de nós próprios.


Um novo amanhecer interior

A vida oferece-nos mais oportunidades de recomeço do que imaginamos, chegam numa manhã tranquila, numa decisão corajosa ou numa simples escolha de seguir em frente.

No fim, o verdadeiro reset não consiste em voltar ao ponto de partida, mas em continuar o caminho com menos peso, mais verdade e uma compreensão mais profunda de quem somos.

Porque, por vezes, a alma não precisa de uma vida nova, precisa apenas de um novo começo dentro da mesma vida. by pedro de melo, 2026

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O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo

Porquê "O Fio da Navalha"?
A pergunta é legítima. Porque não “O caderno das ideias”? Ou “As palavras soltas”? Ou até “Crónicas com café”? Mas não. Tem de ser este título: “O fio da navalha.”

E porquê?
Porque chegou o momento de cortar o mal pela raiz. Sem hesitação. Com precisão. E, verdade seja dita, porque não há tesouras cá por casa — ou pelo menos nunca estão à mão quando mais se precisa. Mas navalhas… essas aparecem sempre. Mesmo que sejam metáforas afiadas.

Este é um reencontro com a escrita. Não tardio, não forçado. Simplesmente chegou a hora. Porque as coisas acontecem quando têm de acontecer. Nem antes, nem depois. O tempo é sábio. E às vezes, para voltar a escrever, é preciso primeiro calar. É preciso viver.

Um espaço de vida — com vida

“O fio da navalha” não é um diário. Nem um manifesto. Nem sequer um espaço com rumo certo. É um lugar onde as palavras serão cruas, espontâneas, talvez até desajustadas. Não por rebeldia, mas por autenticidade.
Este será um espaço vivo. E como tudo o que está vivo, pode mudar. Crescer. Adaptar-se. Ou simplesmente desaparecer por uns tempos, sem explicações.

Não haverá regras. Só uma:
  • Se leres hoje, volta daqui a um mês e descobre as diferenças.
Porque aqui, os textos podem ser alterados. Atualizados. Rasurados. Hoje fazem sentido, amanhã talvez não. A escrita não é monumento de pedra — é carne e osso. É respiração. É momento.

E se algo for reescrito, que seja. Sem pedido de desculpas. Sem necessidade de coerência. Porque a vida também não o é.
O que não vais encontrar aqui

Não vais encontrar localizações geográficas. Nem marcas de tempo. Não interessa onde estou, a que horas escrevo, ou em que canto do mundo me sento para despejar estas linhas.
O espaço é o agora. E o agora é onde a palavra acontece.
Se houver mesmo curiosidade… pergunta. Quem sabe até respondo. Ou não. Porque, no fundo, nem sempre interessa onde o corpo está, se a alma está longe.

Assuntos que doem — ou que salvam

Neste espaço, os temas serão próximos. Pessoais. Até egoístas. Porque, por muito que se tente disfarçar, todos escrevemos sobre nós. Mesmo quando dizemos que não. Mesmo quando usamos metáforas. Mesmo quando inventamos personagens, realidades ou histórias.

É uma espécie de confissão. Uma conversa entre egos — ou cegos, como preferirem entender.

Podem surgir reflexões banais, dores profundas ou devaneios ridículos. E está tudo certo. Porque isto não é jornalismo, nem literatura. É escrita crua. Esfolada. Sem rascunho.

Terceira pessoa? Não, obrigado.
Ah, sim. Quase me esquecia. Uma certeza absoluta: não dá para escrever na terceira pessoa.
Já tentei. Em tempos. Criei máscaras. Personagens. Vozes distantes. Quis escrever como se fosse outro, apontar verdades, lançar provocações, sem que soubessem que era eu. Queria esconder-me. Proteger-me. Ou talvez enganar-me.

Mas não deu. O ego é maior.
A primeira pessoa impõe-se. Grita. Reclama espaço. E é essa que fica. A que entra com as botas sujas e se senta sem pedir licença. A que diz o que pensa, mesmo quando não devia. A que fecha a porta, no fim, e fica em silêncio.

Sim, será sempre essa primeira pessoa — a que escreve, a que sente, a que parte e volta.
Cortar o medo, não as pontas
Este “fio da navalha” não serve para cortar pontas espigadas. Serve para ir fundo. Para abrir espaço onde o medo mora. Para expor dúvidas, angústias, alegrias… sem maquilhagem.

Porque escrever, para mim, é despir-me devagar. Palavra a palavra. Corte a corte. E se às vezes sangra… é sinal de que ainda estou vivo.
Talvez este espaço seja isso mesmo: uma ferida aberta. Mas cuidada. Com intenção. Com arte.

Conclusão: E tu, escreves no fio da navalha?
Cada um tem o seu fio. O seu limite. O seu ponto onde a coragem encontra o medo e decide avançar. Este é o meu.

Talvez escreva para mim. Talvez para ti. Talvez para ninguém. Não interessa.
O que importa é que voltei. E volto assim: sem desculpas, sem moldes, sem rede.
Se leres hoje… volta daqui a um mês. Prometo que já não será igual. Porque eu também já não serei.
by pedro de melo, 2019
crónicas distantes, sem tempo, sem nexo, para usares e abusares... copia, altera, faz tuas as palavras...
Reset... o recomeço
 
Talentos escondidos, tesouros enterrados
 
As palavras que nascem das feridas
 
As memórias do mar
 
As portas fechadas
 
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O silêncio das respostas
 
A travessia do deserto
 
O tamanho da alma
 
Parasitas da alma
 
Quebrar o gelo
 
O valor das coisas
 
Sobre envelhecer
 
O medo das respostas
 
Zangado com o mar
 
Tristeza versus raiva
 
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Sobre lobos e águias
 
Outro dia... Outro lugar
 
A casa às costas
 
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Onde fui... quando desapareci
 
A pele que se veste
 
O homem livre
 
O Senhor Contente
 
Sobre a vaidade
 
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Banal realidade
 
O soldadinho de chumbo
 
O circo de feras
 
Se... houver justificações
 
Sobre marcas nas paredes
 
O mar sem sal
 
Outubro e os sonhos
 
Derrotas
 
Cuida dos teus talentos...
 
Ser ou não ser...
 
A vida acontece todos os dias...
 
A arte de ser feliz!
 
A força de acreditar...
 
Sobre as perdas de tempo...
 
Os dias diferentes...
 
Dias vazios
 
As palavras soltas...
 
Impossivel fazer alguém feliz...
 
As PALAVRAS...
 
Hoje é o melhor dia de sempre...
 
Entre nascer e morrer...
 
Quando tudo é pouco...
 
A teia...
 
O significado da felicidade...
 
Sobre medos no caminho...
 
A sociedade perdeu o pio...
 
O Super Homem versão 2020...
 
O manual de instruções...
 
O princípio é o fim!
 
A ilha deserta...
 
A culpa...
 
O fio da navalha
 
Outro dia … outro lugar...
 
A força de acreditar ou não...
 
Tempos passados...
 
Os intocáveis...
 
Decide-te... agarra a tua vida...
 
O fogo que arde em ti... convicção ou convencido!
 
Hoje é o meu melhor dia de sempre
 
Ajuste de contas...
 
Não me roubem o mar...
 
Esperas e outras horas vazias...
by pedro de melo, aquele a quem, em 2020 roubaram o mar...
 

 

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