mar

AS MEMÓRIAS DO MAR

Fantástico o mar com as suas histórias e memórias de encantar, e não só, os segredos que guarda em milhares de resistência. Lendas e realidades que guarda lá em baixo nas profundezas. Muitas delas intocáveis para sempre. Destroços.


O mar é também cenário para a passagem, o caminho que desaparece.

A passagem de um barco pelo mar tem algo de muito relevante e simbólico. Durante alguns instantes, a sua presença é evidente, a proa corta a água, a esteira desenha caminhos brancos sobre a superfície… marcas… e parece impossível acreditar que aquele rasto não ficará ali para sempre; mas só por alguns momentos…

Pouco depois, o mar recompõe-se. As ondas voltam ao seu ritmo habitual e o trilho desaparece como se nunca tivesse existido. Impossível de seguir por quem vem atrás… ou ao lado numa travessia do deserto com tempestade de areia… a comparação possível.
O barco segue viagem mas o mar permanece ali. Os segredos guardados continuam lá no fundo… as memórias… e a passagem do barco por incrível que pareça não interferiu com elas…


A lição escondida nas águas

A vida é feita de passagens. Pessoas que entram e saem do nosso percurso, umas alguns dias, outras que permanecem anos. Outras ficam para sempre, mesmo em naufrágios anunciados… porque há encontros que parecem destinados a durar para sempre e despedidas que chegam sem aviso.
No entanto, o tempo possui uma capacidade extraordinária de suavizar , até mesmo apagar rastos.

Aquilo que um dia julgámos inesquecível transforma-se lentamente em memória. O que parecia ocupar todo o horizonte acaba por encontrar o seu lugar entre tantas outras recordações.
Não porque deixou de ter importância porque a vida continua.


O mar não esquece, guarda e segue

Os barcos passam e as ondas fecham os caminhos, repondo  normalidade da paisagem… à superfície tudo igual, mas os dias sucedem-se, o tempo passa, os anos vão passando e cada travessia deixa algo só visível nas profundezas.
Porque há marcas que não permanecem à superfície… ficam presentes no fundo da alma… das almas condenadas… by pedro de melo, 2026

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O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo

“O Fio da Navalha” é um reencontro com a escrita. Um espaço sem regras rígidas, onde as palavras surgem cruas, espontâneas e livres de máscaras. Não é diário, manifesto ou literatura: é simplesmente um lugar onde escrever significa viver, mudar e, se necessário, reescrever.

Aqui, os textos não são definitivos. Hoje dizem uma coisa, amanhã podem dizer outra, porque quem escreve também muda. Não interessam lugares, horas ou coordenadas. Interessa o momento e aquilo que merece ser dito.

Os temas serão pessoais: dúvidas, alegrias, dores, memórias, provocações e devaneios. Sempre na primeira pessoa, porque esconder o autor atrás de personagens deixou de fazer sentido.

Podes pegar neles, adpatar e reenviar, será publicada a tua versão... até que alguém se lembre de pegar nela e alterar. É um jogo talvez. 

Escrever no fio da navalha é cortar o medo. É expor pensamentos sem maquilhagem, aceitar contradições e avançar sem rede.

Voltei à escrita. Sem desculpas, sem moldes e sem medo.

 

lamina

crónicas distantes, sem tempo, sem nexo, para usares e abusares... copia, altera, faz tuas as palavras...
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Sobre libertar uma borboleta
 
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A arte de saber partilhar
 
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Sobre envelhecer
 
O medo das respostas
 
Zangado com o mar
 
Tristeza versus raiva
 
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Outro dia... Outro lugar
 
A casa às costas
 
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O fogo que arde em ti... convicção ou convencido!
 
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Não me roubem o mar...
 
Esperas e outras horas vazias...
by pedro de melo, aquele a quem roubaram o mar...

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