sol da manha

 

O medo das respostas

Evitamos fazer perguntas porque não queremos ouvir respostas!

Há perguntas incómodas que procuram confirmação para medos que já habitam dentro de nós há muito tempo. E depois há também aquelas que permanecem suspensas no silêncio, não porque não saibamos formulá-las, mas porque receamos aquilo que podemos ouvir.

Há momentos em que a incerteza parece menos dolorosa do que uma verdade capaz de mudar tudo. E é assim que nascem os silêncios mais longos da vida.

Porque enquanto não perguntamos, tudo continua possível. E é aí que nos perdemos em incertezas… a tal estranha segurança naquilo que desconhecemos.

A amizade pode ainda ser sincera. O amor pode ainda existir. O sonho pode ainda sobreviver. A esperança mantém-se de pé porque ninguém a confrontou com a realidade.

É como caminhar numa neblina cerrada. Não vemos o caminho, mas também não vemos o precipício. E, por vezes, convencemo-nos de que não olhar é uma forma de proteção.

Mas a verdade é que as respostas não desaparecem por serem evitadas.

Apenas ficam à nossa espera. Pacientes. Silenciosas. Imutáveis.


O preço das perguntas que nunca fazemos

Há pessoas que passam anos inteiros, vidas até, a viver entre suposições, de cenários criados numa mente que vai ficando cada vez mais fragilizada.

Interpretam silêncios. Inventam explicações. Constroem cenários inteiros para preencher o vazio deixado por uma pergunta que nunca tiveram coragem de colocar.

E, sem se aperceberem, acabam por sofrer mais com a imaginação do que sofreriam com a verdade.

Porque a dúvida tem uma capacidade extraordinária de crescer!

Alimenta-se de medos, inseguranças e possibilidades. Multiplica-se durante as noites insones e ocupa espaços que pertenciam à tranquilidade ao descanso da mente, da alma.

Se a verdade pode magoar, certo é que a dúvida prolongada desgasta.


Nem sempre estamos preparados para ouvir

Também é verdade que existem momentos em que o silêncio é uma forma de sobrevivência.

Nem todas as respostas chegam quando estamos preparados para as receber. Nem todas as verdades encontram um coração capaz de as acolher sem se partir.

Adiar uma pergunta não é cobardia… mas apenas uma tentativa de ganhar tempo para fortalecer a alma.

Mas há uma diferença subtil entre esperar o momento certo e fugir indefinidamente, desviar conversas ou fechar o coração para novas ou velhas realidades.

E essa diferença muda destinos, altera vidas e partilhas.


A paz que vive do outro lado

Chega um instante em que compreendemos algo fundamental: a vida não se transforma pelas respostas que recebemos, mas pela coragem que encontramos para as procurar. Perguntar é abrir uma porta.

Não sabemos o que existe do outro lado. Pode haver alegria. Pode haver perda. Pode haver desilusão. Mas também pode existir liberdade.

Porque algumas das prisões mais difíceis não são feitas de muros mas de perguntas guardadas… dias, semanas, meses, anos a fio.

E talvez uma das maiores formas de coragem não seja enfrentar uma resposta dolorosa. Certo é que aceitar viver permanentemente à espera dela dói ainda mais.

No fim, o silêncio não protege só adia… e a verdade, por mais difícil que seja, permite-nos continuar a caminhar. by pedro de melo, 2026

participar no blog

PROCURA NO PORTAL DAS COMUNIDADES

 
O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo

“O Fio da Navalha” é um reencontro com a escrita. Um espaço sem regras rígidas, onde as palavras surgem cruas, espontâneas e livres de máscaras. Não é diário, manifesto ou literatura: é simplesmente um lugar onde escrever significa viver, mudar e, se necessário, reescrever.

Aqui, os textos não são definitivos. Hoje dizem uma coisa, amanhã podem dizer outra, porque quem escreve também muda. Não interessam lugares, horas ou coordenadas. Interessa o momento e aquilo que merece ser dito.

Os temas serão pessoais: dúvidas, alegrias, dores, memórias, provocações e devaneios. Sempre na primeira pessoa, porque esconder o autor atrás de personagens deixou de fazer sentido.

Podes pegar neles, adpatar e reenviar, será publicada a tua versão... até que alguém se lembre de pegar nela e alterar. É um jogo talvez. 

Escrever no fio da navalha é cortar o medo. É expor pensamentos sem maquilhagem, aceitar contradições e avançar sem rede.

Voltei à escrita. Sem desculpas, sem moldes e sem medo.

 

lamina

crónicas distantes, sem tempo, sem nexo, para usares e abusares... copia, altera, faz tuas as palavras...
Sobre ribeiros secos
 
Sobre libertar uma borboleta
 
Os homens não choram
 
A arte de saber partilhar
 
A beleza das coisas
 
Ignorar não é pensar positivo
 
Sobre dar e receber
 
Reset... o recomeço
 
Talentos escondidos, tesouros enterrados
 
As palavras que nascem das feridas
 
As memórias do mar
 
As portas fechadas
 
As escolhas
 
O silêncio das respostas
 
A travessia do deserto
 
O tamanho da alma
 
Parasitas da alma
 
Quebrar o gelo
 
O valor das coisas
 
Sobre envelhecer
 
O medo das respostas
 
Zangado com o mar
 
Tristeza versus raiva
 
Ribeiros e mares
 
Sobre lobos e águias
 
Outro dia... Outro lugar
 
A casa às costas
 
Coisas que não digo
 
Onde fui... quando desapareci
 
A pele que se veste
 
O homem livre
 
O Senhor Contente
 
Sobre a vaidade
 
Sobre perguntas e respostas
 
Banal realidade
 
O soldadinho de chumbo
 
O circo de feras
 
Se... houver justificações
 
Sobre marcas nas paredes
 
O mar sem sal
 
Outubro e os sonhos
 
Derrotas
 
Cuida dos teus talentos...
 
Ser ou não ser...
 
A vida acontece todos os dias...
 
A arte de ser feliz!
 
A força de acreditar...
 
Sobre as perdas de tempo...
 
Os dias diferentes...
 
Dias vazios
 
As palavras soltas...
 
Impossivel fazer alguém feliz...
 
As PALAVRAS...
 
Hoje é o melhor dia de sempre...
 
Entre nascer e morrer...
 
Quando tudo é pouco...
 
A teia...
 
O significado da felicidade...
 
Sobre medos no caminho...
 
A sociedade perdeu o pio...
 
O Super Homem versão 2020...
 
O manual de instruções...
 
O princípio é o fim!
 
A ilha deserta...
 
A culpa...
 
O fio da navalha
 
Outro dia … outro lugar...
 
A força de acreditar ou não...
 
Tempos passados...
 
Os intocáveis...
 
Decide-te... agarra a tua vida...
 
O fogo que arde em ti... convicção ou convencido!
 
Hoje é o meu melhor dia de sempre
 
Ajuste de contas...
 
Não me roubem o mar...
 
Esperas e outras horas vazias...
by pedro de melo, aquele a quem roubaram o mar...

​​to be social

 

 

Pub

 

PROCURAR NO INFO SHOP PORTUGAL

 

Pub

Pub

Pub