
A foto do sobrinho As tias iam pagando os estudos ao moço e ele, em Coimbra, fazia tudo menos estudar. Um dia, as tias escreveram-lhe, dizendo que o queriam ver ou, pelo menos, que lhes mandasse uma fotografia. Ele ficou aflito: não tinha dinheiro nem fotografia. Foi ter com um amigo e contou-lhe a situação. O amigo respondeu-lhe: — Mas não te preocupes. Tu tens uma fotografia em que estás todo nu. Cortas a fotografia, escreves às tuas tias e mandas a parte de cima. Ele escreveu, mas, por descuido, em vez da parte de cima mandou a parte de baixo. As tias receberam a carta, ficaram muito contentes e, quando pegaram na fotografia, uma delas, que era muito curta de vista, olhou e comentou: — Ele não está mal; mas sempre foi um grande desmazelado, como o pai. Olha para isto: com o cabelo todo despenteado e a gravata posta ao lado!

Dois alentejanos: -Atão, compadre, nã quêra lá ver que hoje de manhã fui dar com dois caracóis no mê quintali! -Ah sim!? E atão o que é que você fez? -Ah compadre! Um ainda o apanhei, mas o outro... fugiu….

O Leão O dono de um circo colocou um anúncio no jornal à procura de um domador de leões. Apresentaram-se duas pessoas: um senhor de boa aparência, reformado, de 70 anos, e uma loira espetacular de 25 anos. O dono do circo falou com os dois candidatos e disse: — Vou direto ao assunto. O meu leão é extremamente feroz e matou os meus dois últimos domadores. Ou são realmente bons, ou não durarão nem um minuto! Aqui está o equipamento: um banquinho, um chicote e uma pistola. Quem quer entrar primeiro? A loira respondeu: — Eu vou! Ignorou o banquinho, o chicote e a pistola e entrou rapidamente na jaula. O leão rugiu e começou a correr na direção da loira. Quando faltava apenas um metro para a alcançar, a loira abriu o vestido e ficou nua, mostrando todo o esplendor do seu corpo. O leão parou como se tivesse sido fulminado por um raio! Deitou-se à frente da loira e começou a lamber-lhe os pés. Pouco a pouco, foi subindo e lambeu-lhe o corpo inteiro durante largos minutos. Finalmente, voltou a deitar-se, com a cabeça sobre os pés da loira. O dono do circo, de queixo caído até ao chão, exclamou: — Nunca vi nada assim na minha vida! Virou-se para o velhinho e perguntou: — Consegue fazer a mesma coisa? E o velho respondeu: — Claro! É só tirar o leão!

Num dos calabouços do Torel, um preso, que se encontrava incomunicável, certa noite, a altas horas, desata num berreiro ensurdecedor, a chamar o guarda que estava de serviço. — Ó senhor guarda! Ó senhor guarda! — gritava o homem com toda a força dos seus pulmões, descarregando socos e pontapés na porta. Finalmente, o polícia, com passo vagaroso, decide-se a ir saber o que o impertinente hóspede deseja. — Que diabo quer você com esse espalhafato? — pergunta-lhe, mal-humorado. Com inacreditável serenidade, o preso responde: — O senhor guarda seria tão amável que me indicasse a saída em caso de incêndio?

O carro do sogro! O tipo chega com a amante a um motel e encontra lá o carro do sogro estacionado. Indignado com a leviandade do familiar resolveu aplicar-lhe uma lição. Rouba-lhe o autorrádio e ainda faz uns riscos nas portas. No dia seguinte vai visitar o sogro que se mostra muito enraivecido. -Está triste, sogrinho? Aconteceu alguma coisa? Porque é que está assim? -Olha meu genro, como não haveria de estar chateado, emprestei o meu carro à descuidada da tua mulher para ir à igreja e, vê só, roubaram-lhe o autorrádio e ainda riscaram a porcaria das portas!

Um condenado telefona do Inferno a um amigalhaço feliz, que tinha merecido entrar no Paraíso: — Isto por aqui não vai mal. Trabalha-se duas ou três horas por dia, para acender as fornalhas. No resto do tempo, passa-se boa vidinha. E aí? — Nem me fales — responde o outro, lá do Paraíso. — Levanta-se uma pessoa às seis da manhã e não se deita antes da meia-noite. Já não posso mais! — Mas então!... Está o mundo às avessas! Como é isso? — É a falta de mão de obra. Que queres tu? Não entra ninguém para trabalhar!

O bacalhau O ceguinho sai na estação do Cais do Sodré e pede ajuda para atravessar para o outro lado. A pessoa que se prontifica a ajudá-lo ia para a Praça do Município, que era também o caminho do ceguinho, e foram andando. Na Rua do Arsenal, quando passavam junto dos armazéns de bacalhau, o ceguinho sente aquele cheirinho, volta-se e cumprimenta: — Bom dia, meninas!

Sabe-se que, não tendo havido necessidade de cordão umbilical, o primeiro Homem, nosso venerável Pai Adão, não tinha umbigo. Quando o Padre Eterno criou a melhor obra de todas, olhou Adão e ficou contente com o que fizera. Veio depois a ideia de criar Eva, mas quis primeiramente ouvir a opinião de Nosso Pai. E perguntou-lhe: — Gostarias de ter uma companheira, com quem repartisses todos os prazeres que o Paraíso te proporciona? E Adão, entusiasmado, exclamou: — Oh! Se gostava... E logo o Padre Eterno, estendendo a mão, com o indicador espetado, tocou o barro, fresco ainda, da barriga de Adão, onde logo surgiu um buraco (precursor de todos os umbigos), e disse-lhe, piscando o olho: — Ah! Seu maroto!

Dois beatos estavam numa igreja à espera do sermão. Como este se demorava, diz um para o outro: — Vamos ali defronte beber meio litro, enquanto não chega o padre? Foram e, quando voltaram, ainda nada de pregador. Nova demora. Apertou a sede e repetiu-se o mesmo convite: — Vamos beber outro meio. O companheiro recusou e, nisto, chegou o pregador. Subiu ao púlpito e disse: — Meus amados irmãos: para um cristão se salvar, bastam dois meios... O companheiro, tocando no braço do outro: — Eu não disse? Vamos lá beber o outro meio e estamos salvos!

Há uns tempos, no Rossio, em Lisboa, foi preso um homem a cair de bêbado, numa grande gritaria, a dizer que tinha no bolso dinheiro para comprar o Salazar. Lá passou a noite na prisão e, no outro dia de manhã, foi chamado ao chefe da esquadra, que o repreendeu severamente. O homem, confundido e apreensivo, pediu muitas desculpas e perguntou por que razão tinha sido preso. O chefe lá lhe explicou, ao que o homem, prontamente e à laia de desculpa, respondeu: — Ó Sr. Chefe, não faça caso! Um tipo, quando está com os copos, sempre quer comprar cada merda...!

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