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O Tamanho da Alma

A alma? A alma não se mede… ponto final, e só começo agora!
Não ocupa espaço visível, não surge nas fotografias e não pode ser observada ao microscópio, nem sequer tem peso, ou terá?

E, no entanto, está presente em tudo aquilo que realmente importa; tudo o que é feito sem alma é vazio… oco!
A alma é a primeira impressão quando conhecemos alguém, porque por mais que se tente encobrir… dá nas vistas! Mais que toda a beleza externa. E cada qual tem a sua medida! Respeito.

A alma suporta perdas que julgávamos insuportáveis. Sobrevive a despedidas, traições, doenças, fracassos e ausências que, num determinado momento, pareciam capazes de destruir tudo; mesmo deixando marcas.
Há pessoas que carregam dores e lutos profundos e continuam a oferecer um sorriso. Outras transportam cicatrizes invisíveis que ninguém imagina e, ainda assim, encontram forças para espalhar felicidade por aí.
A alma possui uma resistência extraordinária… mas também se desgasta…perde-se. Cai abandonada.

Porque resistir não significa ser invencível, existem pesos que se acumulam lentamente. Mágoas não resolvidas. Silêncios prolongados. Sonhos abandonados. Culpas antigas. Medos repetidos durante anos. Silêncios abrasadores, que vão cansando.

A alma perde brilho em pequenos gestos. Perde esperança em pequenas desilusões. Perde entusiasmo quando deixa de encontrar razões para acreditar. Afoga-se na dor…

Tal como o nosso corpo necessita de alimento, descanso e atenção, a alma também precisa de afeto, sentido, argumento e razões, beleza e momentos de paz… essa paz! Que procuramos eternamente…

E são esses valores que a engrandecem… torna-se grande pela capacidade de continuar a amar depois da dor. Pela coragem de perdoar sem esquecer as lições. Pela humildade de reconhecer erros e pela generosidade de estender a mão quando seria mais fácil virar costas.

As almas grandes raramente fazem alarde da sua dimensão.
Reconhecem-se pela forma como acolhem, compreendem e permanecem humanas mesmo depois das tempestades.

São almas que carregam cicatrizes sem deixar que elas se transformem em amargura.
Mas podemos adivinhar a sua grandeza pelos caminhos que percorreram e pelos pesos que conseguiram transportar sem perder completamente a luz.

No fim, a alma cresce pela forma como atravessa o sofrimento.
E talvez a sua verdadeira dimensão não esteja naquilo que consegue suportar, mas naquilo que continua capaz de oferecer depois de tudo o que suportou.

Porque algumas almas carregam montanhas. Abandonadas por aí. E, apesar disso, ainda encontram espaço para guardar esperança. E, há sempre em qualquer lugar, uma alma gêmea, que sente como tu, que sofre como tu… que te acompanha de perto, talvez mesmo sem dar por isso. by pedro de melo, 2026

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O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo

“O Fio da Navalha” é um reencontro com a escrita. Um espaço sem regras rígidas, onde as palavras surgem cruas, espontâneas e livres de máscaras. Não é diário, manifesto ou literatura: é simplesmente um lugar onde escrever significa viver, mudar e, se necessário, reescrever.

Aqui, os textos não são definitivos. Hoje dizem uma coisa, amanhã podem dizer outra, porque quem escreve também muda. Não interessam lugares, horas ou coordenadas. Interessa o momento e aquilo que merece ser dito.

Os temas serão pessoais: dúvidas, alegrias, dores, memórias, provocações e devaneios. Sempre na primeira pessoa, porque esconder o autor atrás de personagens deixou de fazer sentido.

Podes pegar neles, adpatar e reenviar, será publicada a tua versão... até que alguém se lembre de pegar nela e alterar. É um jogo talvez. 

Escrever no fio da navalha é cortar o medo. É expor pensamentos sem maquilhagem, aceitar contradições e avançar sem rede.

Voltei à escrita. Sem desculpas, sem moldes e sem medo.

 

lamina

crónicas distantes, sem tempo, sem nexo, para usares e abusares... copia, altera, faz tuas as palavras...
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by pedro de melo, aquele a quem roubaram o mar...

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