Sobre Ribeiros Secos Quando as palavras deixam de correr As palavras fluem leves, transparentes, encontrando passagem entre as diferenças. Há perguntas, respostas, confidências e silêncios confortáveis. A comunicação corre sem esforço, levando afeto de uma margem à outra. Depois, quase sem se perceber, a água começa a faltar. As conversas encurtam. As respostas tornam-se frias. As perguntas deixam de ser feitas porque já se conhece, já se sente, o peso da ausência que virá depois. E o ribeiro seca. O silêncio que se acumula Numa relação, mesmo de amizade e às vezes até de cumplicidade, nunca se deixa de comunicar de repente; os sinais vão aparecendo e marcando os dias… Há palavras que ficam por dizer. Mal-entendidos que ninguém esclarece; pedidos de desculpa ignorados. E isso dói… As mágoas depositam-se no fundo, como pedras que desviam o curso da água. A proximidade torna-se distância… é pena… deixar de fluir… As margens também se afastam Quando a comunicação desaparece, cada pessoa começa a construir a sua própria versão do silêncio… e fica com ela! Uma acredita que já não vale a pena falar. A outra espera que alguém dê o primeiro passo. E ambas permanecem paradas, olhando para o leito vazio daquilo que um dia correu fluido, sem compromisso, sem negociar seja o que for. Nem sempre falta sentimento. Por vezes, falta coragem, e um ribeiro seco não é necessariamente um ribeiro morto… à espera da chuva em dias secos de verão… blá, blá, blá A água pode regressar. Mas precisa de verdade, escuta e vontade. Precisa que alguém retire as pedras, abra caminho e permita que as palavras voltem a correr. Porque relações, mesmo amizades, não sobrevivem apenas de lembranças… Precisam de presença.. E quando as palavras deixam de fluir, até os afetos mais profundos podem transformar-se num leito seco, cheio de marcas de tudo aquilo que um dia passou por ali… e é pena! pedro de melo 2026

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O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo “O Fio da Navalha” é um reencontro com a escrita. Um espaço sem regras rígidas, onde as palavras surgem cruas, espontâneas e livres de máscaras. Não é diário, manifesto ou literatura: é simplesmente um lugar onde escrever significa viver, mudar e, se necessário, reescrever. Aqui, os textos não são definitivos. Hoje dizem uma coisa, amanhã podem dizer outra, porque quem escreve também muda. Não interessam lugares, horas ou coordenadas. Interessa o momento e aquilo que merece ser dito. Os temas serão pessoais: dúvidas, alegrias, dores, memórias, provocações e devaneios. Sempre na primeira pessoa, porque esconder o autor atrás de personagens deixou de fazer sentido. Podes pegar neles, adpatar e reenviar, será publicada a tua versão... até que alguém se lembre de pegar nela e alterar. É um jogo talvez. Escrever no fio da navalha é cortar o medo. É expor pensamentos sem maquilhagem, aceitar contradições e avançar sem rede. Voltei à escrita. Sem desculpas, sem moldes e sem medo. |
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Histórias, opiniões e olhares sobre o mundo que nos rodeia. CRÓNICAS é o espaço do Info Shop Portugal dedicado à escrita livre, à reflexão e à partilha de experiências. Um lugar onde diferentes autores dão voz a histórias, memórias, opiniões e episódios do quotidiano, vistos a partir de Portugal ou das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Aqui cabem relatos pessoais, observações sobre a sociedade, cultura, tradições, viagens, emigração e aqueles pequenos acontecimentos que, muitas vezes, dizem muito sobre quem somos. O jornalista Daniel Bastos aborda temas da diáspora de uma forma muito presente, com a escrita de quem conhece, nas Crónicas do Daniel Água Mole Em Pedra Dura, são as opiniões criticas dos nossos leitores sobre temas mais oou menos atuais. O Fio Da Navalha, são histórias de participação em que os conteúdos podem ser alterados e atualizados pelos leitores ereenviados para publicação. Sem fronteiras nem temas obrigatórios, cada crónica representa um olhar pessoal e uma voz própria. CRÓNICAS — porque cada história merece ser contada.
Gastronomia, conhecimento e cultura à mesa. CULINARIUM XXI é o espaço do Info Shop Portugal dedicado ao universo da gastronomia, onde tradição, conhecimento e inovação se encontram. Aqui partilhamos receitas, técnicas culinárias, ingredientes, produtos, histórias, tradições gastronómicas e saberes profissionais, dando especial atenção à riqueza da cozinha portuguesa, sem esquecer sabores e influências de outras culturas. Mais do que uma coleção de receitas, o CULINARIUM XXI pretende divulgar o património gastronómico, compreender a sua evolução e acompanhar as novas tendências da cozinha contemporânea. Um espaço para profissionais, curiosos e todos aqueles que acreditam que cozinhar é também preservar, descobrir e partilhar cultura. CULINARIUM XXI — a gastronomia do nosso tempo. Participe aqui!
A lusitanidade por esse mundo fora. EVENTOS é o espaço do Info Shop Portugal dedicado à divulgação de iniciativas que aproximam portugueses, lusodescendentes e amigos de Portugal, onde quer que estejam. Divulgamos gratuitamente festas, festivais, romarias, encontros, concertos, feiras, eventos gastronómicos, culturais, associativos e comunitários, realizados em Portugal ou pelas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Queremos dar visibilidade a quem organiza, preservar tradições, promover a cultura portuguesa e ajudar cada evento a chegar mais longe. Porque cada encontro é também uma oportunidade para celebrar Portugal, manter vivas as nossas raízes e fortalecer os laços entre gerações. EVENTOS — Portugal encontra-se aqui e em todo o mundo.

Três décadas a informar, divulgar e aproximar portugueses. Em 1996, o Info Shop Portugal deu os primeiros passos online, numa época em que a Internet ainda começava a fazer parte do nosso quotidiano. Trinta anos depois, continuamos com a mesma vontade: criar um espaço independente de informação, divulgação, cultura, gastronomia, histórias, projetos e participação, ligando Portugal às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Ao longo destas três décadas, mudaram as tecnologias, os hábitos e as formas de comunicar. O espírito do projeto permaneceu: partilhar Portugal e dar espaço a quem tem algo para contar, divulgar ou descobrir. 30 ANOS INFO SHOP PORTUGAL — A unir gerações.

Porque a vida também merece ser levada com humor. HUMOR é o espaço do Info Shop Portugal onde o quotidiano ganha um lado mais descontraído, irreverente e bem português. Aqui encontramos o Querido Diário, com episódios, memórias e situações vividas ou recordadas com um olhar pessoal, e o Tzé Polvinho, personagem que dá vida a anedotas, diálogos e histórias onde não faltam ironia, exagero e aquele humor popular que atravessa gerações. Pão com manteiga é o recuperar de um estilo de humor negro e sarcástico. Quem se lembra? Participa enviando a tua participação. Entre recordações e boas gargalhadas, este é um espaço feito para entreter, surpreender e recuperar o prazer de contar uma boa história. Porque também faz parte da nossa cultura rir de nós próprios e da vida. HUMOR — levar o riso a sério. Participa.
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Sobre Ribeiros Secos
Quando as palavras deixam de correr
As palavras fluem leves, transparentes, encontrando passagem entre as diferenças. Há perguntas, respostas, confidências e silêncios confortáveis. A comunicação corre sem esforço, levando afeto de uma margem à outra.
Depois, quase sem se perceber, a água começa a faltar.
As conversas encurtam. As respostas tornam-se frias. As perguntas deixam de ser feitas porque já se conhece, já se sente, o peso da ausência que virá depois.
E o ribeiro seca.
O silêncio que se acumula
Numa relação, mesmo de amizade e às vezes até de cumplicidade, nunca se deixa de comunicar de repente; os sinais vão aparecendo e marcando os dias…
Há palavras que ficam por dizer. Mal-entendidos que ninguém esclarece; pedidos de desculpa ignorados. E isso dói… As mágoas depositam-se no fundo, como pedras que desviam o curso da água.
A proximidade torna-se distância… é pena… deixar de fluir…
As margens também se afastam
Quando a comunicação desaparece, cada pessoa começa a construir a sua própria versão do silêncio… e fica com ela!
Uma acredita que já não vale a pena falar. A outra espera que alguém dê o primeiro passo. E ambas permanecem paradas, olhando para o leito vazio daquilo que um dia correu fluido, sem compromisso, sem negociar seja o que for.
Nem sempre falta sentimento.
Por vezes, falta coragem, e um ribeiro seco não é necessariamente um ribeiro morto… à espera da chuva em dias secos de verão… blá, blá, blá
A água pode regressar.
Mas precisa de verdade, escuta e vontade. Precisa que alguém retire as pedras, abra caminho e permita que as palavras voltem a correr.
Porque relações, mesmo amizades, não sobrevivem apenas de lembranças… Precisam de presença..
E quando as palavras deixam de fluir, até os afetos mais profundos podem transformar-se num leito seco, cheio de marcas de tudo aquilo que um dia passou por ali… e é pena! pedro de melo 2026









































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