swtt korn

A ARTE DE SABER PARTILHAR

Partilhar faz parte da condição humana, nem sempre nos apetece, às vezes temos necessidade, uns dias mais outros menos, mas também nem tudo o que sentimos cabe em todos os ouvidos.

Partilhamos alegrias, preocupações, sonhos, medos e até os silêncios que nos habitam. Existe um alívio especial quando encontramos alguém capaz de escutar aquilo que carregamos dentro de nós. Se a positividade é fácil de partilhar, no que respeita às mágoas… é aí que a realidade nos apanha muito rapidamente. Nem todas as pessoas têm espaço para receber tudo aquilo que queremos partilhar.

E isso não significa necessariamente falta de carinho ou de amizade, mas apenas que cada pessoa tem os seus limites, as suas experiências e a sua forma de ouvir, compreender, o mundo… e a realidade que o rodeia.

E depois há conversas que precisam de terreno fértil, porque uma semente lançada sobre pedra dificilmente floresce.


O mesmo acontece com certas confidências.

Há dores que necessitam de empatia. Há sonhos que precisam de incentivo. Há fragilidades que só devem ser entregues a quem sabe acolhê-las sem julgamento.

Quando partilhamos algo profundo com quem não está preparado para o compreender, o resultado raramente é conforto; por isso mesmo é algo a evitar… remeter-se ao silêncio é uma opção…

É preciso saber escolher a pessoa com quem partilhamos algo… com o passar dos anos aprendemos que maturidade não é contar tudo a toda a gente, às vezes é preferível ficarmos calados.


Maturidade é saber distinguir entre quem escuta para compreender de quem escuta apenas para responder. Quem guarda um segredo de quem o transforma em assunto. Quem valoriza a nossa confiança de quem a recebe com indiferença.

E essa é a realidade na partilha… Nem todos merecem acesso às mesmas salas da nossa alma; algumas estão reservadas… E isso não é egoísmo mas auto-proteção.


Partilhar com sabedoria

A verdadeira riqueza das relações não está na quantidade de pessoas com quem falamos, mas na qualidade das pessoas com quem podemos ser verdadeiros.

Há amigos que são abrigo, também há presenças que são porto seguro, mas há olhares e comentários que compreendem sem necessidade de longas explicações.


No fim, partilhar é um ato de confiança.

E talvez a sabedoria esteja em perceber que certas histórias precisam de ser contadas, mas também precisam de encontrar os ouvidos certos. Porque uma palavra entregue à pessoa errada pode perder-se.

Mas uma palavra entregue ao coração certo pode transformar-se em compreensão, conforto e luz. Obrigado a quem ler… partilhado contigo! by pedro do melo, 2026

participar no blog

PROCURA NO PORTAL DAS COMUNIDADES

 
O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo

“O Fio da Navalha” é um reencontro com a escrita. Um espaço sem regras rígidas, onde as palavras surgem cruas, espontâneas e livres de máscaras. Não é diário, manifesto ou literatura: é simplesmente um lugar onde escrever significa viver, mudar e, se necessário, reescrever.

Aqui, os textos não são definitivos. Hoje dizem uma coisa, amanhã podem dizer outra, porque quem escreve também muda. Não interessam lugares, horas ou coordenadas. Interessa o momento e aquilo que merece ser dito.

Os temas serão pessoais: dúvidas, alegrias, dores, memórias, provocações e devaneios. Sempre na primeira pessoa, porque esconder o autor atrás de personagens deixou de fazer sentido.

Podes pegar neles, adpatar e reenviar, será publicada a tua versão... até que alguém se lembre de pegar nela e alterar. É um jogo talvez. 

Escrever no fio da navalha é cortar o medo. É expor pensamentos sem maquilhagem, aceitar contradições e avançar sem rede.

Voltei à escrita. Sem desculpas, sem moldes e sem medo.

 

lamina

crónicas distantes, sem tempo, sem nexo, para usares e abusares... copia, altera, faz tuas as palavras...
Sobre ribeiros secos
 
Sobre libertar uma borboleta
 
Os homens não choram
 
A arte de saber partilhar
 
A beleza das coisas
 
Ignorar não é pensar positivo
 
Sobre dar e receber
 
Reset... o recomeço
 
Talentos escondidos, tesouros enterrados
 
As palavras que nascem das feridas
 
As memórias do mar
 
As portas fechadas
 
As escolhas
 
O silêncio das respostas
 
A travessia do deserto
 
O tamanho da alma
 
Parasitas da alma
 
Quebrar o gelo
 
O valor das coisas
 
Sobre envelhecer
 
O medo das respostas
 
Zangado com o mar
 
Tristeza versus raiva
 
Ribeiros e mares
 
Sobre lobos e águias
 
Outro dia... Outro lugar
 
A casa às costas
 
Coisas que não digo
 
Onde fui... quando desapareci
 
A pele que se veste
 
O homem livre
 
O Senhor Contente
 
Sobre a vaidade
 
Sobre perguntas e respostas
 
Banal realidade
 
O soldadinho de chumbo
 
O circo de feras
 
Se... houver justificações
 
Sobre marcas nas paredes
 
O mar sem sal
 
Outubro e os sonhos
 
Derrotas
 
Cuida dos teus talentos...
 
Ser ou não ser...
 
A vida acontece todos os dias...
 
A arte de ser feliz!
 
A força de acreditar...
 
Sobre as perdas de tempo...
 
Os dias diferentes...
 
Dias vazios
 
As palavras soltas...
 
Impossivel fazer alguém feliz...
 
As PALAVRAS...
 
Hoje é o melhor dia de sempre...
 
Entre nascer e morrer...
 
Quando tudo é pouco...
 
A teia...
 
O significado da felicidade...
 
Sobre medos no caminho...
 
A sociedade perdeu o pio...
 
O Super Homem versão 2020...
 
O manual de instruções...
 
O princípio é o fim!
 
A ilha deserta...
 
A culpa...
 
O fio da navalha
 
Outro dia … outro lugar...
 
A força de acreditar ou não...
 
Tempos passados...
 
Os intocáveis...
 
Decide-te... agarra a tua vida...
 
O fogo que arde em ti... convicção ou convencido!
 
Hoje é o meu melhor dia de sempre
 
Ajuste de contas...
 
Não me roubem o mar...
 
Esperas e outras horas vazias...
by pedro de melo, aquele a quem roubaram o mar...

​​to be social

 

 

Pub

 

Pub

Pub

Pub