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Entre Lobos e Águias… uma homenagem às Águias…

Caminhando entre dois mundos, sinto-me o lobo da solidão, da alcateia; observador expectante...

Aquele que observa antes de agir, protege os seus com ferocidade silenciosa e raramente desperdiça energia em ruído inútil. Aquele que costuma carregar independência, instinto e lealdade — mas também o peso de não pensar que baste antes de confiar.

Com uma Águia voando por perto!

Enquanto o Lobo conhece os caminhos da terra e lê os sinais do grupo, a Águia prefere o silêncio das alturas. Não corre atrás de tudo. Paira. Observa. Escolhe o momento exato para descer. O Lobo sente o ambiente; a Águia antecipa o futuro. Um protege o círculo próximo. A outra desafia horizontes.

O Lobo é resistência. Aguenta o inverno, as tempestades, com a fome e o cansaço porque sabe que a sobrevivência depende da união. Tem uma liderança discreta, construída pela confiança. Nunca precisa anunciar força — os outros sentem-na. Luta no silêncio, até...

Já a Águia carrega outra energia: independência absoluta. Não precisa de aprovação para voar. A sua confiança nasce da visão. Onde os outros veem obstáculos, ela vê correntes de ar favoráveis. Há uma serenidade fria na forma como decide, quase como quem já percebeu que altura também significa distância emocional.

Talvez seja essa a verdadeira diferença entre ambos: o Lobo aproxima-se para proteger; a Águia afasta-se para compreender, olhar e julgar o cenário visto por cima. 

E há pessoas raras que conseguem equilibrar os dois mundos. Sabem estar com os seus, mas não perdem a capacidade de subir acima do ruído para pensar com clareza. Pessoas que não precisam dominar pela força nem impressionar pelo espetáculo. Basta-lhes presença.

No fim, o Lobo conquista pela lealdade. A Águia conquista pela visão. E talvez a personalidade mais forte seja precisamente aquela que sabe quando correr em grupo… e quando voar sozinha ou sozinho. by pedro de melo 2026

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O Fio da Navalha: Escrever Sem Medo

“O Fio da Navalha” é um reencontro com a escrita. Um espaço sem regras rígidas, onde as palavras surgem cruas, espontâneas e livres de máscaras. Não é diário, manifesto ou literatura: é simplesmente um lugar onde escrever significa viver, mudar e, se necessário, reescrever.

Aqui, os textos não são definitivos. Hoje dizem uma coisa, amanhã podem dizer outra, porque quem escreve também muda. Não interessam lugares, horas ou coordenadas. Interessa o momento e aquilo que merece ser dito.

Os temas serão pessoais: dúvidas, alegrias, dores, memórias, provocações e devaneios. Sempre na primeira pessoa, porque esconder o autor atrás de personagens deixou de fazer sentido.

Podes pegar neles, adpatar e reenviar, será publicada a tua versão... até que alguém se lembre de pegar nela e alterar. É um jogo talvez. 

Escrever no fio da navalha é cortar o medo. É expor pensamentos sem maquilhagem, aceitar contradições e avançar sem rede.

Voltei à escrita. Sem desculpas, sem moldes e sem medo.

 

lamina

crónicas distantes, sem tempo, sem nexo, para usares e abusares... copia, altera, faz tuas as palavras...
Sobre ribeiros secos
 
Sobre libertar uma borboleta
 
Os homens não choram
 
A arte de saber partilhar
 
A beleza das coisas
 
Ignorar não é pensar positivo
 
Sobre dar e receber
 
Reset... o recomeço
 
Talentos escondidos, tesouros enterrados
 
As palavras que nascem das feridas
 
As memórias do mar
 
As portas fechadas
 
As escolhas
 
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A travessia do deserto
 
O tamanho da alma
 
Parasitas da alma
 
Quebrar o gelo
 
O valor das coisas
 
Sobre envelhecer
 
O medo das respostas
 
Zangado com o mar
 
Tristeza versus raiva
 
Ribeiros e mares
 
Sobre lobos e águias
 
Outro dia... Outro lugar
 
A casa às costas
 
Coisas que não digo
 
Onde fui... quando desapareci
 
A pele que se veste
 
O homem livre
 
O Senhor Contente
 
Sobre a vaidade
 
Sobre perguntas e respostas
 
Banal realidade
 
O soldadinho de chumbo
 
O circo de feras
 
Se... houver justificações
 
Sobre marcas nas paredes
 
O mar sem sal
 
Outubro e os sonhos
 
Derrotas
 
Cuida dos teus talentos...
 
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O fio da navalha
 
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O fogo que arde em ti... convicção ou convencido!
 
Hoje é o meu melhor dia de sempre
 
Ajuste de contas...
 
Não me roubem o mar...
 
Esperas e outras horas vazias...
by pedro de melo, aquele a quem roubaram o mar...

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